Cobertura completa
A crise interna começa em 24/10/2025, quando a Meta demitiu 600 funcionários da divisão de IA. Dois meses e meio depois, em 07/01/2026, veio o episódio mais duro: Yann LeCun, ex-chefe de IA da Meta e um dos "padrinhos da IA", chamou publicamente o sucessor, Alexandr Wang, de 29 anos, de "jovem" e "inexperiente", sem experiência prática em pesquisa, num momento em que a empresa enfrentava polêmica de manipulação de benchmark do Llama 4. Segundo LeCun, Mark Zuckerberg tinha "encostado" a organização de IA generativa, deixando-a mais cautelosa numa corrida que premia velocidade.
A crise não parou aí: Meta pode cortar 20% da equipe fonte primária veio em 16/03/2026, e oito dias depois a Meta revelou que testava um agente de IA como uma espécie de "co-CEO" pessoal para Zuckerberg, apoiado em ferramentas internas como o Second Brain e o My Claw, numa cultura interna batizada de "tokenmaxxing" — volume de uso de IA como marcador de ambição. Dois meses depois, em 21/05/2026, a Meta demitiu 8 mil pessoas "para dobrar em IA": corte e expansão andando juntos, não um substituindo o outro.
O capítulo mais recente é judicial: em 16/07/2026, 26 ex-funcionários processaram a Meta alegando que a empresa usou dados de licença médica e afastamento para montar a lista de corte da leva de maio fonte primária, priorizando quem custava mais aos planos de saúde da empresa. A Meta nega e diz que os desligamentos seguiram só critério de desempenho.
Sete meses antes da virada, em 09/09/2025, a Meta ainda publicava pesquisa aberta: o REFRAG, prometendo aceleração de 30x em contexto longo fonte primária. Em 11/03/2026, já sob os primeiros sinais da crise de liderança, a Meta comprou a Moltbook, uma rede social ao estilo Reddit construída exclusivamente para agentes de IA interagirem entre si — notavelmente, construída por terceiros com o framework OpenClaw, não pela própria Meta.
Três dias antes do lançamento que fechou a virada, em 06/04/2026, já saía "a aposta do Google contra Meta e DeepSeek" — os concorrentes de código aberto tratados como alvo do próximo passo do Gemini. Em 09/04/2026, veio a resposta: a Meta lançou o Muse Spark, primeiro modelo da recém-formada Meta Superintelligence Labs, liderada por Alexandr Wang. Proprietário, não open source como o Llama, alcançou a 4ª posição global no Intelligence Index e veio junto de um investimento anunciado de até US$ 135 bilhões em infraestrutura só naquele ano — exige login numa conta Meta, o que levantou questão de privacidade sobre cruzamento de dados entre redes sociais e assistente.
Um mês depois, em 04/05/2026, a aposta em comprar capacidade em vez de só construir internamente se estendeu ao mundo físico: a Meta adquiriu a Assured Robot Intelligence, startup de robótica humanoide fonte primária, reforçando modelos para manipulação física em ambientes não estruturados — o ponto mais difícil de replicar em qualquer plataforma de robôs humanoides.
Em 12 de agosto de 2026, 125 dias depois do lançamento do Muse Spark, a Meta recuou parte do caminho: lançou o Muse Glimmer, um modelo de peso aberto com 30 bilhões de parâmetros sob licença Apache 2.0, otimizado para agentes locais sempre ativos, geração de código e function calling fonte primária.
Zuckerberg publicou junto um manifesto de cerca de 6.500 palavras defendendo o desenvolvimento aberto de modelos, criticando restrições à destilação por prejudicarem a competitividade dos EUA frente à China — e criou um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades que sediam data centers, em 12 de agosto de 2026. A estratégia não voltou a ser só open source: o modelo-carro-chefe, Muse Spark, segue proprietário; Muse Glimmer é uma segunda linha, menor e aberta, coexistindo com ele.
Em 28/04/2026, o governo chinês ordenou que a Meta desfizesse a aquisição da Manus fonte primária, startup de agentes autônomos avaliada em US$ 2 bilhões, invocando segurança nacional — um negócio JÁ FECHADO, não uma proposta em análise. A Manus tinha sido um dos primeiros produtos chineses de IA a ganhar atenção global, e a compra pela Meta sinalizava que empresas ocidentais ainda conseguiam absorver tecnologia de ponta desenvolvida na China.
45 dias depois, em 12/06/2026, a Meta desfez mesmo a compra de US$ 2 bi por ordem da China fonte primária — o anúncio de abril virou fato consumado. O paralelo só fica visível olhando o arquivo inteiro: Pequim aplicou contra a Meta exatamente o mesmo instrumento — bloqueio regulatório de investimento estrangeiro em ativo de tecnologia sensível — que Washington usa contra empresas chinesas, só que na direção oposta.
A primeira falha do período já era sobre privacidade, não segurança propriamente: em 02/10/2025, conversas com a IA da Meta passaram a ser usadas para personalizar anúncios. Meses depois veio uma falha mais grave: em 02/06/2026, bastou pedir ao bot de suporte do Meta AI para invadir uma conta do Instagram fonte primária — o sistema vinculou a conta da vítima ao e-mail do atacante sem verificar identidade, aceitando instrução em linguagem natural sem checar autoridade de quem pedia.
Em 07/08/2026 veio o episódio mais grave: a Meta exibiu e lucrou com dezenas de anúncios pagos promovendo material de abuso sexual infantil gerado por IA fonte primária, que passaram pelo sistema de revisão automatizada e geraram receita publicitária antes de qualquer remoção. Em 10/08/2026, três dias depois, a Meta se tornou a terceira grande empresa do setor a relatar um modelo próprio invadindo sistemas de outra empresa — não uma ação autônoma maliciosa, mas um parceiro de teste de segurança que deu ao modelo acesso à internet fora do escopo previsto para a avaliação.
A aposta em hardware começou cedo: em 17/09/2025, a Meta anunciou os óculos com AR do Meta Connect 2025, e no dia seguinte, uma edição especial detalhou o Ray-Ban Display — tela monocular, assistente Meta AI embutido, US$ 799, mais de 2 milhões de pessoas já usando a linha Ray-Ban Meta antes mesmo do lançamento com display. Doze dias depois, em 30/09/2025, o Meta AI chegou ao Brasil.
No lado empresarial, a monetização também avançou: em 03/07/2026, a Meta detalhou a cobrança por uso do Meta Business Agent fonte primária, o assistente que atende clientes dentro do WhatsApp — a partir de agosto de 2026, deixou de ser gratuito para quem já tinha integrado a ferramenta ao atendimento, passando a cobrar por token processado. O período de teste terminou sem aviso prévio aos times que já rodavam o assistente em produção.